terça-feira, 2 de dezembro de 2014

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Rhodophyta (algas vermelhas)

            Conhecida como algas vermelhas ou rodofíceas, maior parte dessas algas é marinha, somente 5 ou 6 espécies são de água doce. Em geral são pluricelulares e crescem junto a algum substrato (rocha), são organismos eucariontes, com clorofila a e d e reservam amido das florídeas. Os gametas e os esporos são aflagelados e os cloroplastos são semelhantes aos das cianofíceas.
            Existem espécies multicelulares e unicelulares. As formas multinucleadas compõem a maioria das espécies e podem ser parenquimatosas (aspecto foliáceo) ou filamentosas. Podem existir formas com tamanhos microscópicos à formas com mais de dois metros de comprimento.
            As algas vermelhas coralinas possuem depósito de carbonato de cálcio em suas paredes celulares o que as torna muito resistentes e sem flexibilidade.
            A presença do pigmento vermelho permite-lhes absorver a luz azul, podendo, assim, sobreviver a profundidades muito superiores às das outras algas. A parede celular é mucilaginosa, tendo como base o glícido galactose e a substância de reserva é o amido florídeo, um polissacárido semelhante ao glicogénio.

       
                   Phaeophyta (algas pardas)                                                                     
            Conhecidas como algas pardas ou feófitas, são um grupo de algas multicelulares, fundamentalmente marinhas, ainda que alguns géneros sejam de água doce. Possuem clorofilas a e c.
            Variam de tamanho, desde formas microscópicas até as maiores algas conhecidas, da ordem Laminariales, que formam extensas coberturas conhecidas como “kelps”
            A camada interna da membrana plasmática é formada de celulose e a mais externa é formada por ácido algínico. Os cloroplastos são numerosos nas células, variando conforme a espécie. Os produtos de reserva são laminaria e manitol no citoplasma. A reprodução é do tipo vegetativa, espórica e gamética. Os gametas podem ser isogâmicos, anisogâmicos ou oogâmicos.




                         Chrysophyta (algas douradas)

                                 


            As chrysophyta ou diatomáceas englobam todos os microrganismos que possuem cromatóforos com pigmentos fotossintéticos clorofilas a, b, c. 
            Como reserva utiliza a óleo, leucosina e volutina, as algas douradas geralmente não apresentam parede celular, mas podem ter estruturas de sustentação muito elaboradas e impregnadas em sílica.
            A grande maioria apresenta flagelos, mas algumas se deslocam com a ajuda de
pseudópodes, a única forma de diferenciá-los consiste na presença de cloroplastos nestas algas.
            A reprodução destes organismos pode ser de dois tipos: assexuada, ocorrendo uma divisão simples que origina 3 tipos de esporos:  zoósporo, aplanósporo e enterósporo; e a sexuada, normalmente na maioria dos casos ocorre a isogamia, o que não anula a possibilidade ocorrer anisogamia ou ainda oogamia.


   
                        Chlorophyta (algas verdes)                  
                            
            Chlorophytas ou clorofíceas são também conhecida como algas verdes. Possuem representantes marinhos e terrestres (troncos ou barrancos úmidos).
             As clorofíceas são eucarióticas, apresentam clorofila a e b e carotenóides como pigmentos fotossintetizantes, reservam amido, a parede celular é constituída principalmente por celulose e
apresenta uma fase flagelada durante alguma fase da vida. A reprodução nas clorofíceas pode ser por divisão binária, fragmentação; ou, formação de esporos.
            Sua morfologia variada inclui desde formas unicelulares, flageladas ou não, até formas coloniais, filamentosas e parenquimatosas.
Cloroplastos em formas variadas é critério importante na classificação das algas verdes. O amido é armazenado dentro dos cloroplastos associado aos pirenóides.



    
                              Cyanophyta (algas azuis) 
           As cianofíceas ou cianobactérias representam um grupo muito antigo, tendo sido os primeiros organismos fotossintetizantes com clorofila a. Podem ser unicelulares, coloniais ou filamentosas.
            Os pigmentos fotossintetizantes se encontram nos tilacóides. Os pigmentos presentes nas clorofíceas são: clorofila a, ficobiliproteínas e carotenóides. Apresentam amido como grânulo de reserva.
            As formas filamentosas possuem filamento constituído por tricoma (sequência linear de células) envolvido por uma bainha de mucilagem (filamento=tricoma+bainha).
            Não podem ser consideradas nem como algas e nem como bactérias comuns. São microrganismos com características celulares procariontes (bactérias sem membrana nuclear), porém com um sistema fotossintetizante semelhante ao das algas, ou seja, são bactérias fotossintetizantes. Como são organismos procariontes, não possuem carioteca e o material nuclear (DNA) está disperso no citoplasma.
            A parede celular é constituída principalmente de mucopeptídeo e é semelhante à parede celular de uma bactéria gram-negativa, sendo complexa e possuindo várias camadas. A bainha é um revestimento mucilaginoso, que se encontra na parte externa da parede celular.
            A maioria das cianofíceas é aquática de água doce, outras podem ser terrestres vivendo sobre rochas ou no solo úmido. Algumas formam liquens, que é a associação de algas com fungos.
            As cianofíceas podem se reproduzir por divisão binária, fragmentação, hormogonia, endosporia, exosporia e acineto. 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

                                    Para que serve a terra de diatomácea

            Terra de diatomáceas, é uma rocha sedimentar biogênica, que se forma pela deposição dos restos microscópicos das carapaças de algas diatomáceas em mares, lagoa e pântanos. Origina depósitos estratificados ou maciços. s diatomáceas são algas unicelulares, fotossintetizantes, microscópicas, plantônicas e são encontradas em água doce e salgadas de maneira solitária ou formando colônias.
            As diatomáceas apresentam um revestimento em seu corpo chamado de frústula, uma carapaça formada por sílica. As frústulas das diatomáceas podem se acumular no fundo dos rios, lagos e mares e formar o chamado diatomito, também conhecido por terra de diatomáceas. Podemos defini-lo como uma rocha sedimentar formada por carapaças de diatomáceas que viveram naquele local. O diatomito é uma substância fina e muito porosa.
            O diatomito é conhecido no Brasil desde quando nosso pais era colônia de Portugal. Hoje sua presença é conhecida em todos os estados, mas as reservas mais importantes estão no Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Amazonas, Maranhão, Piauí, Pernambuco e Paraná.
            As propriedades físicas e químicas do diatomito tornam essa substância muito útil em variados campos de aplicações, sendo, por isso, um bem mineral de largo emprego e elevado valor comercial. Os diatomitos são muito usados na indústria. Na Califórnia (EUA), por exemplo, são utilizadas cerca de 270 mil toneladas de diatomito por ano.


       
                               


quarta-feira, 19 de novembro de 2014


                              Características dos Basidiomycotas


          O grupo dos basidiomycotas é o grupo de fungos que reúne os representantes com maior grau de complexidade estrutural. Embora os fungos não formem tecidos verdadeiros, a maioria das espécies forma frutificações macroscópicas com hifas especializadas e organizadas em pseudotecidos. As espécies produzem esporos numa estrutura em forma de bastão chamada basídio que também são chamados de basidiomicetes, que dão nome ao filo.
          Os Basidiomycotas possuem hifas septadas com poros, os basídiosporos. Ocorre um tipo de poro especial com margens infladas chamadas doliporo, embora seja característico dos basidiomycota estão ausentes em alguns grupos. São encontrados tanto nas formas miceliais, quanto leveduriformes, sendo a primeira sua fase dominante. O micélio é sempre septado, sendo uniporados no micélio primário (haploide) e dolíporos com parentossomos, no micélio secundário (dicariótico). Esses fungos podem se apresentar na forma haploide e dicariótica. A forma dicariótica é a presença de dois núcleos dentro da célula, sem que eles se fusionem. Podem ser divididos em três classes: Basidiomycetes, que são representados pelos cogumelos e orelhas-de-pau tendo grande importância na indústria alimentícia, e por duas classes de importantes patógenos de plantas, os Teliomycetes, representados pelas ferrugens, e Ustomycetes, representados pelos carvões. Os membros do filo Basidiomycota também têm papel preponderante como decompositores sendo fundamentais para ciclagem de nutrientes. A reprodução dos Basidiomycota pode ocorrer de duas formas, assexuada e sexuada. A forma assexuada pode consistir na fragmentação do talo, brotamento em espécies unicelulares ou produção de vários esporos assexuais. A reprodução sexuada pode acontecer através da copulação de duas hifas compatíveis, ou então entre um esporo e uma hifa. Esta fusão leva à formação de uma célula binucleada ou dicariótica, que por fibulação, um tipo de divisão celular, dá origem a outras células dicarióticas.
          A fase dicariótica cresce e fica independente da forma unicariótica. Ocorre então a cariogamia e logo após, a meiose, formando quatro núcleos haplóides, que formarão quatro basidiósporos na extremidade de pequenos pedúnculos. Outra característica interessante desses fungos são seus basidiósporos. Ao contrário dos ascósporos nos Ascomycota, os basidiósporos são exógenos e encontrados em quatro por basídio, normalmente. Os basidiomicetos se distinguem de outros fungos pela sua produção de basidiósporos, exemplos de basidiomicetos são os cogumelos, as orelhas-de-pau, e os fungos que produzem alucinógenos, como Psilocybe, além dos venenosos, como Amanita phalloides. Esta classe de fungos inclui cerca das 2500 espécies conhecidas.